O diagnóstico de insônia requer, além de uma avaliação psicossocial, uma entrevista completa sobre comportamento durante o sono, comorbidades como doenças clinicas gerais e transtornos psiquiátricos e o uso de medicamentos.

O estado de hiperexcitabilidade dos quadros de ansiedade determina um padrão disfuncional de hiperalerta que inevitavelmente desencadeia um padrão de desorganização do ciclo sono-vigilia. Estudos populacionais revelam que queixas de insônia grave estão presentes em 25% a 45% dos pacientes portadores de um transtorno de ansiedade. É necessário compreender que ansiedade pode oscilar entre um “estado” (transtorno) e um “traço” (característica de personalidade) ao longo da vida e, portanto, as queixas de insônia podem estar presentes diante de situações pontuais de ajustamento; em ambas as situações, é possível encontrar uma repercussão sobre o sono (despertares, por exemplo). No transtorno de ansiedade, o “estado” ansioso é persistente e a insônia é um dos sintomas mais frequentemente encontrado.

Conclui-se, portanto, que estar atento aos sintomas de sono, diagnosticando adequadamente a insônia comórbida e promovendo um correto manejo do seu tratamento como entidade única pode ser um fator protetor do desenvolvimento dos principais transtornos de ansiedade, assim como um fator preditor de bom prognóstico dos mesmos.

Múltiplos sistemas participam da regulação do ciclo sono-vigília por meio de neurotransmissores químicos que são liberados nas terminações nervosas. O reconhecimento e o entendimento do funcionamento e da interação desses sistemas norteiam as bases farmacológicas do tratamento da insônia. Esse sistema de interação determina a alternância entre sono e vigília.

Fonte: http://www.absono.com.br/

Este texto é apenas informativo e não se propõe a qualquer tipo de terapia ou tratamento. Sempre procure ajuda de um médico.